sexta-feira, 6 de abril de 2012

Biossegurança


Controle Microbiano
Alguns agentes sanitizantes atuam comprometendo a integridade da parede celular das bactérias, matando ou inviabilizando estes microorganismos.
Contaminação em ambiente laboratorial
Proveniente de diversas fontes:
·         Matéria-prima
·         Embalagem
·         Água
·         Processo de sanitização
·         Pessoal operacional
 
Higiene Pessoal
      Lavagem das Mãos;
      Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s);
      Uso de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s)
Lavagem das Mãos
É a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação
das infecções relacionadas à assistência à saúde
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Por que é tão importante?
As mãos constituem a principal via de transmissão de microorganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microorganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.
Como fazer? Quando fazer?
As mãos dos profissionais que atuam em serviços de saúde podem ser higienizadas utilizando-se: água e sabão, preparação alcoólica e anti-séptico.
Uso de Água e Sabão
·         Ao iniciar o turno de trabalho
·         Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais
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·         Antes de preparo de alimentos
·         Antes e depois das refeições
·         Após ir ao banheiro
Técnica de Lavagem
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1. Abrir a torneira e molhar as mãos, evitando encostar-se à pia.
2. Aplicar na palma da mão quantidade suficiente de sabão líquido para cobrir todas as superfícies das mãos (seguir a quantidade recomendada pelo fabricante).
3. Ensaboar as palmas das mãos, friccionando-as entre si.
4. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa.
5. Entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais.
6. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem e vice-versa.
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7. Esfregar o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda, utilizando-se movimento circular e vice-versa.
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8. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha, fazendo movimento circular e vice-versa.
9. Esfregar o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando movimento circular e vice-versa.
10. Enxaguar as mãos, retirando os resíduos de sabão. Evitar contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.
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11. Secar as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Desprezar o papel-toalha na lixeira para resíduos comuns.
 
Papel Toalha
O papel-toalha deve ser suave, possuir boa propriedade de secagem, ser esteticamente aceitável e não liberar partículas. Na utilização do papel-toalha, deve-se dar preferência aos papéis em bloco, que possibilitam o uso individual, folha a folha.
Lixeira
Junto aos lavatórios e às pias, deve sempre existir recipiente para o acondicionamento do material utilizado na secagem das mãos.  Este recipiente deve ser de fácil limpeza, não sendo necessária a existência de tampa.  No caso de se optar por mantê-lo tampado, o recipiente deverá ter tampa articulada com acionamento de abertura sem utilização das mãos.
Uso de preparação alcoólica
·         Antes e após contato com o paciente
·         Após risco de exposição a fluidos corporais
·         Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico
·         Após remoção de luvas
·         Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente
Uso de antisséptico
       • Nos casos de precaução de contato recomendados para pacientes                 portadores de microrganismos multirresistentes;
       • Nos casos de surtos;
• No pré-operatório, antes de qualquer procedimento cirúrgico (indicado para toda equipe cirúrgica);
• Antes da realização de procedimentos invasivos. Exemplos: inserção de cateter intravascular central, punções, drenagens de cavidades, instalação de diálise, pequenas suturas, endoscopias e outros.
Assepsia X Antissepsia
Assepsia: é o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de microorganismos num ambiente “limpo” (livre de microorganismos)
Antissepsia: é o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microorganismos ou removê-los de um determinado ambiente, podendo ou não destruí-los e para tal fim utilizamos antissépticos ou desinfetantes.
Antissépticos
Um antisséptico adequado deve exercer a atividade germicida sobre a flora cutâneo-mucosa em presença de sangue, soro, muco ou pus, sem irritar a pele ou as mucosas
ü  Solução de detergente com antisséptico:
      Solução detergente de PVPI a 10% (1% de iodo ativo);
      Solução detergente de clorhexidina a 4 %, com 4% de álcool etílico.
ü  Solução alcoólica para anti-sepsia das mãos:
      Solução de álcool iodado a 0,5 ou 1 % (álcool etílico a 70%, com ou sem 2 % de glicerina);
      Álcool etílico a 70%, com ou sem 2% de glicerina
ü  Compostos de Iodo:
      O composto de iodo mais usado é o álcool iodado a 0,5% ou 1 %;
      A solução de iodo deve ser preparada semanalmente e condicionada em frasco âmbar com tampa fechada, para evitar deteriorização e evaporação e devidamente protegido da luz e calor.
ü  Compostos Iodóforos:
       Iodo dissolvido em polivinilpirrolidona (PVP) conserva inalteradas as propriedades germicidas do iodo, não queima, não mancha tecidos, raramente provoca reações alérgicas, não interfere no metabolismo e mantém ação germicida residual.
      O iodóforo mais usado para a anti-sepsia das mãos é a solução degermante, de PVPI a 10% (1% de iodo ativo)
ü  Clorhexedina:
      É um germicida do grupo das biguanidas;
      Apresenta maior efetividade com um pH de 5 a 8, e age melhor contra bactérias Gram-positivas do que Gram-negativas e fungos;
      Apresenta baixo potencial de toxicidade e de fotossensib Álcool:
      Os álcoois etílico e isopropílico, em concentrações de 70 a 92 % (massa/volume) têm ação bactericida quase imediata;
      Porém ressecam a pele adição de glicerina a 2%.
      ilidade ao contato, sendo pouco absorvida pela pele íntegra.
      Antissépticos mais utilizados na higienização das mãos.
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Antissépticos mais utilizados na higienização das mãos.
Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s)
EPI’s
Objetivo: Garantir a segurança dos trabalhadores, minimizando e/ou prevenindo os riscos relacionados ao trabalho.
      Jaleco branco, de manga comprida e com a logomarca da empresa (hospital, laboratório, farmácia ou drogaria)
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       Luvas de látex;
      Luvas plásticas para manipulação de equipamentos não contaminados durante a rotina;
      Luvas  em tecidos resistentes para trabalhos em altas temperatura;
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      Óculos de proteção;
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      Máscara de proteção;
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      Toca para os cabelos
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      Escudo de proteção contra respingos
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      Própé ou sapatilha
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s)
EPC’s
      Devem estar localizados em ambientes de fácil acesso por todos os trabalhadores;
      Devem estar em perfeito funcionamento – nunca se sabe quando pode precisar deles!
      Lava olhos;
      Chuveiro;
http://www.tipsal.pt/media/produtos/2475/w101-g.jpg http://www.lojadahigiene.com/WebRoot/ce_pt/Shops/181762/482A/13D9/4407/E0CA/562E/3EC1/CD18/36B0/az00506_0020_chuveiro_0020_e_0020_lava_0020_olhos_0020_azura_0020_seguran_00E7_a.jpg
      Kit de primeiros socorros;
      Extintores de incêndio;
http://www.brasilmergulho.com.br/port/artigos/2006/images/003.jpg          http://vidasaudavel.powerminas.com/wp-content/uploads/2010/06/Kit-primeiros-socorros.jpg       http://www.dmextintores.com.br/imagens/extintores_clip_image002_0001.jpg

       Capelas de exaustão;
      Câmara de fluxo laminar.
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Definições
Esterilização
Destruição ou remoção de todas as formas de vida de um objeto ou habitat
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O princípio da autoclave é o mesmo de uma panela de pressão, e se baseia em um recipiente fechado em que a água é aquecida, e o vapor d’agua fica retido sob pressão, podendo atingir temperaturas muito elevadas sem ferver.
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Autoclaves
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ü  Esterilização por calor seco (estufas)
      Utilizado para materiais sensíveis ao calor úmido;
      Vantagens: não corrói os metais e instrumentos cortantes;
      Desvantagem: técnica demorada;
      Mata os microorganismos por oxidação dos seus componentes celulares.
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ü  Óxido de etileno
      A efetividade do processo depende da concentração do gás, da temperatura, da umidade e do tempo de exposição;
       Age por alcalinização de proteínas, DNA e RNA;
       Desvantagens: - tempo necessário para efetivar o processo,    
                                    - custo operacional
                                    - carcinogênico
ü  Esterilização por líquidos químicos
      Aplicados por período de seis a dez horas;
      Recomendados somente para aqueles materiais que não podem ser esterilizados por calor ou óxido de etileno;
EX: Formaldeído e Glutaraldeído
Desinfecção
É o processo que elimina todos os microorganismos ou objetos inanimados patológicos, com exceção dos endósporos bacterianos.
 Esse processo não deve ser confundido com a esterilização, visto que não elimina totalmente todas as formas de vida microbiana.
Pode ser realizada por vários tipos de compostos, principalmente:

ü   Álcool
§  São utilizados os álcoois etílico e isopropílico;
      Não devem ser usados em materiais constituídos de borracha e certos tipos de plásticos, podendo danificá-los;
      Evaporam rapidamente.
ü  Compostos biclorados
§  Hipocloritos, de sódio ou cálcio;
      Vantagens: amplo espectro de atividade antimicrobiana, com baixo custo e ação rápida;
      Desvantagens: Podem ser facilmente decompostos pela influência de fatores como: temperatura, presença de luz e pH.
      São ativos contra bacilo da tuberculose, vírus e fungos.
ü  Formaldeído
      É usado como desinfetante ou esterilizante nas formas gasosa ou líquida;
      É comumente encontrado como formalina, sendo esta sua diluição aquosa a 37%;
      Tem seu uso limitado por se tratar de composto cancerígeno.
ü  Compostos iodados
      O exemplo de solução mais usada é a polivinilpirrolidona (PVP) iodada, que mantém as propriedades desinfetantes do iodo sem características tóxicas ou irritantes;
      Usado como anti-séptico e como desinfetante de frascos para cultura de sangue, tanques de hidroterapia, termômetros e endoscópios;
       Não é adequado para desinfecção de superfícies.
ü  Compostos quaternários de amônia
      São bons agentes de limpeza, porém são inativados por material
orgânico (como gase, algodão e outros), não sendo mais usados como desinfetantes ou anti-sépticos;
      São recomendados para sanitarização do meio hospitalar, como superfícies não críticas, chão, móveis e paredes.
ü  Fenóis
      São usados para desinfecção do ambiente hospitalar, incluindo superfícies de laboratórios e artigos médico-cirúrgicos não críticos.
ü   Outros
§  Radiação UV;
§  Pasteurização.

Na tabela abaixo vemos a classificação de Whittaker de uma forma muito prática:

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